maintitleA fonte de alimentação pode ser considerada como componente crítico para qualquer computador, responsável por sustentar a alimentação de todos os componentes do equipamento, quando uma PSU (Power Supply Unit – Unidade de Fornecimento de Energia) apresenta instabilidades em seu funcionamento ou no fornecimento de energia vai comprometer a estabilidade de todo o conjunto, nos casos mais graves até causar a queima dos periféricos.

Por essa importância esse conteúdo pretende abordar num nível suficiente que permita ao leitor entender mais sobre o assunto, possibilitando comparar com sua fonte atual e avaliar a necessidade ou não de troca por um modelo que seja mais confiável.

Entendendo a fonte de alimentação como componente crítico da infraestrutura do Computador:

Ao simplesmente caminharmos por uma rua bem pavimentada, abrir uma torneira ou acender uma luz dificilmente consideramos em toda a infraestrutura necessária para aproveitar esses benefícios, todas elas elaboradas por pessoas que desenvolveram essa percepção caso contrário certamente não seriam tão cômodas dessa maneira.

Em muitos casos, a configuração de um computador começa na escolha da placa-mãe e do processador buscando o máximo de desempenho seguida pela placa gráfica dedicada e memória, mesmo não necessariamente nesta ordem exata não é incomum a escolha da fonte de alimentação acaba ficando entre os últimos itens da lista.

Curiosamente foram componentes que sofreram imensa evolução, justamente visando acompanhar a também crescente voracidade de consumo para os demais periféricos, não incomum novamente para uma pequena atualização o interesse ou necessidade em manter a mesma fonte de alimentação, boas chances de tornar-se aquém do adequado para o novo computador.

Infelizmente a percepção dessa condição costuma ocorrer relativamente tarde, assim que disponíveis todas as peças o teste inicial é conectar os periféricos essenciais para observar o seu funcionamento, geralmente além da placa-mãe e processador temos a memória e o disco rígido ou SSD, nesse mesmo cenário o sistema operacional é instalado para verificar a estabilidade, condição onde a fonte atual pode suprir tranquilamente os componentes conectados.

Estabilidade confirmada, segue-se para conectar os demais periféricos entrando mais SSD´s ou HD´s, gravadores de mídia, placas de vídeo dedicadas entre diversos outros sendo daqui que os problemas começam a surgir quando a fonte de alimentação tornou-se insuficiente, um sintoma bem característico é a dificuldade do computador em ligar partindo em seguida para lentidões na inicialização do sistema operacional ou programas, baixo desempenho nos jogos e para não estender muito os travamentos (ou congelamentos) de todo o ambiente concluindo com as famosas telas azuis da morte (BSOD – Blue Screen of Death).

Para tentar evitar esses aborrecimentos tardios (ou presentes), existem algumas ferramentas na internet que oferecem ajuda na descoberta da fonte de alimentação mais adequada para a sua configuração.

Um pouco sobre Watts ou em termos simples, potência:

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Da mesma maneira que o total de núcleos está para uma CPU, assim está o nível de potência para a fonte da alimentação, representando o total de energia disponível para sustentar os componentes do computador. Uma regra recomendada está em adotar uma fonte de alimentação fornecendo de 25% a mais do que mensurado na configuração, dessa maneira numa combinação que necessite de 400Watts para funcionar a melhor escolha é uma fonte de 500Watts ou 550Watts, prevendo futuras alterações como uma refrigeração mais robusta para o processador ou ventoinhas adicionais para o gabinete,

A pergunta derivada dessa informação certamente é como elaborar esse cálculo, por sorte atualmente a resposta para ela é relativamente fácil podendo ser obtida com auxílio de sites como o PC Part Picker, exibindo a exigência em watts para os componentes informados, para comparativo veja algumas outras calculadoras para de fontes de alimentação online como a Newegg e Extreme Outer Vision, antecipando para não ficar surpreso quando houverem diferenças na potência da fonte recomendada, uma vez que são todas estimativas de consumo e cada site certamente tem sua maneira de mensurar a mais adequada.

Por fim, mesmo que não tenha conhecimento existem alguns comentários sobre a forma construtiva da fonte de alimentação utilizar “trilhos duplos” ou “trilhos simples”, mesmo que não seja tão importante quando possa ter sido, veja um breve resumo sobre o assunto assistindo esse vídeo do Techquickie.

Pesquisando por produtos de qualidade:

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Ao começar sua busca por modelos de fontes de alimentação, para começar adote o conceito dos modelos que adotam o padrão de classificação 80 Plus em razão delas adotarem metais nobres embora diferentes, incluindo Bronze, Prata, Ouro, Platina e Titânio, no mínimo os modelos com classificação simples de 80 Plus, representando aquelas sem nenhum nome de metal associado a ela.

São classificações que definem a eficiência e confiabilidade onde “80 Plus” significa que a fonte de alimentação tem 80% ou mais de eficiência cargas (as demandas de energia na PSU) de 20%, 50% e 100% em 115 volts e 230 volts. Lembrando que esses requisitos de eficiência mudam dependendo da capacidade e da tensão, enquanto mais eficiente deverá ser a PSU ao adotar nomes mais valiosos de metal para a classificação.

Num exemplo para uma fonte de alimentação padrão 80 Plus Bronze, alimentada com 50% de 115 volts ela deve atingir o mínimo de 85% de eficiência, para uma fonte alimentação da classificação Titanium com a mesma alimentação, essa eficiência deve subir para 94%.

Uma das razões para o desenvolvimento dessas classificações de eficiência é em função de uma característica presente em praticamente todos os componentes elétricos, o calor produzido pela atividade dos componentes não permite fornecer 100% de eficiência a todo o conjunto.

De qualquer maneira, todo esse processo não vai comprometer a alimentação ou estabilidade no funcionamento da fonte de alimentação, isso pela potência informada na etiqueta do aparelho já prever essas perdas, antecipadamente calculadas em projeto.

Para ajudar nas escolhas é sugerido visitar novamente o site contendo uma pequena lista de fontes de alimentação com certificação 80 Plus, relembrando também que quanto maior a escala de “valor” informado para cada metal, melhor deve ser a eficiência da PSU.

De maneira geral a fonte de alimentação escolhida deve ser a mais eficiente possível, com a potência adequada para aquela configuração.

Outros recursos importantes a considerar para uma fonte de alimentação:

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Seja montando o próprio computador ou apenas substituindo a fonte de alimentação da configuração atual, existem algumas considerações para essa atividade como exemplo escolher entre um modelo modular, semimodular ou modular.

No modelo de PSU modular os cabos de alimentação não acompanham o aparelho, sendo anunciada pelas lojas online como “totalmente modular”. Nesse modelo de fonte de alimentação totalmente modular, cabe ao fabricante do computador inserir os cabos de alimentação que necessita. No modelo de fonte semimodular, estão presentes uma quantidade de cabos não destacáveis. Entre eles estão os itens essenciais como o cabo de alimentação de 24 pinos, o conector de alimentação para a CPU e alguns periféricos SATA enquanto para novos periféricos será necessário adquirir cabos adicionais. Apenas atenção na busca por esses modelos de fontes por poderem ser apresentadas tanto como “semimodulares” quanto “modulares”, por último temos as fontes de alimentação não modulares onde todos os cabos estão permanentemente conectados ao aparelho.

Uma grande vantagem nas fontes de alimentação totalmente modular está na possibilidade de escolher os cabos a serem escondidos na parte traseira onde fica a placa-mãe, ainda que nas unidades semimodulares seja possível reduzir o número de cabos que não estejam conectados a algum periférico, reduzindo a ocupação de espaço interno do gabinete.

Nas fontes de alimentação não modulares a tendência e serem relativamente mais baratas, por outro lado elas costumam vir com diversos cabos para atender tanto uma configuração conservadora quando prevendo algumas expansões, situação onde dependendo do valor entre os modelos pode compensar investir um pouco mais e utilizar um modelo que permita otimizar melhor a organização de cabos e espaço dentro do gabinete adotado.

Adotar uma fonte de alimentação reconhecida pelo mercado é também recomendável, sem adotar nomes basta buscar apenas pelo nome fonte de alimentação são diversos os modelos apresentados informando as mais variadas capacidades de potência, condição que precisa de atenção pois muitos deles não costumam fornecer o nível de eficiência esperado ou existente nos modelos digamos “homologados”, representando grande potencial para desestabilizar os componentes e em casos mais graves até causar sua queima ou degradação precoce.

Como ao menos referência para as buscas, existem marcas já aceitas pelo mercado como os modelos das fabricantes Corsair, Thermaltake, EVGA e Cooler Master permitindo mais confiança que está adquirindo um produto que entrega o que é prometido nas duas características. Ainda que não tenhamos um órgão regulador para estabelecer um padrão, o histórico de adoção para seus modelos comercializados favorecem depositar a confiança na utilização deles.

Por último nas não menos importante é dedicar atenção também à garantia do produto escolhido, os modelos reconhecidos como mais confiáveis podem atingir períodos de garantia entre 5 a 10 anos, claro, respeitando os critérios do fabricante para sua utilização, suportando tanto a configuração atual quanto futuras atualizações por um ótimo período.

Os modelos mais genéricos possuem um intervalo bem menor de confiabilidade envolvendo entre seis a doze meses, mesmo podendo considerar como um tempo razoável já denota ser um produto com qualidade explicitamente inferior, ainda que dure mais do que o tempo de garantia tem grandes chances de não suportar atualizações ou novas configurações mais robustas.

Conclusão

Aqui foi apresentando um pouco sobre a importância na adoção de uma boa fonte de alimentação, não foram abordados assuntos ou conceitos muito técnicos para evitar estender demasiadamente o assunto da mesma maneira que descreve alguns motivos que facilitem a escolha da fonte mais adequada para sua configuração.

Condições mais específicas não foram descritas também por já existir uma legião de utilizadores sejam especializados ou não, comparando e comentando muito mais aprofundadamente essas características mais técnicas porém costumam ser voltados aos entusiastas na extração do potencial máximo de suas configurações, até mesmo exceder suas capacidades nominais.

Por isso, optou-se por resumir itens que tenham importância ao mesmo tempo sejam simples de compreender na busca, comparação e definição da fonte ideal para o seu computador, representando uma pequena introdução a um componente que nem sempre recebe a adequada atenção e invariavelmente é um dos motivos de problemas na estabilidade dos computadores.





Conhecendo a importância da fonte de alimentação na configuração do computador
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