maintitleIndiferente do tipo de armazenamento, seja ele um disco fixo (ou rígido), unidade SSD, cartão de memória (unidades flash) como o MicroSD, discos externos USB e assim por diante, qualquer um deles precisa estar configurada para ser utilizada adequadamente, caso contrário será reconhecido pelo sistema operacional (ou numa smartTV) como uma unidade se um sistema de arquivos.

Para utilizar essa unidade ela precisa ser particionada, isto é, prepara para ser reconhecida permitindo conhecer sua capacidade e habilitando a leitura e escrita de dados nela, ainda que produtos novos costumam vir já caracterizadas para uso mas e se você precisar um sistema operacional que utiliza outro padrão como de sistema de arquivos ?!

Apresentado uma breve explicação a prática de Particionamento:

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Em termos gerais, particionar uma unidade significa atribuir a ela trilhas e setores de maneira que os arquivos possam ser devidamente organizados então facilitando sua manipulação, não apenas isso também é possível “separar” o disco em mais partes criando assim unidades “lógicas” por tratar-se da mesma unidade e recebendo cada uma delas sua própria letra de unidade (C:\, E:\, J:\ etc …).

No particionamento padrão, todo o espaço reconhecido é configurado e assim representando numa única unidade física e lógica de armazenamento.

A execução do particionamento é necessária quando uma nova unidade não está configurada para ler e gravar arquivos, de fato ao inserir uma unidade sem particionamento o próprio sistema operacional costuma reconhecer e já iniciar seu gerenciador de discos e partições, caso esteja configurando um sistema operacional será inevitável sua configuração (ou reconfiguração) para sua devida instalação. É mandatório ter no mínimo uma partição para habilitar o uso da unidade e quando é apenas para armazenamento todo o espaço reconhecido será disponibilizado entretanto se for uma unidade de inicialização, o sistema operacional poderá redistribuir o espaço separando em duas ou mais partições para seu devido funcionamento, mesmo assim deixando isso transparente para o usuário que ao visualizar o total de espaço disponível na sua área de trabalho verá o tamanho reconhecido total reconhecido dessa unidade.

No processo de particionamento é necessário atribuir um sistema de arquivos, aqui entra em cena saber em qual sistema operacional ele será utilizado para ser adotado o respectivo sistema de arquivos, como exemplo para as versões mais recentes do Windows temos o NTFS, para a plataforma Macintosh o HFS+ e finalmente (mas não por último) nas distribuições Linux o Ext4, caso queira conhecer um pouco mais visite um artigo relacionado clicando [aqui].

Motivos e oportunidades para configurar duas ou mais partições:

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Para usar apenas como unidade de armazenamento, configurar duas ou mais separações numa unidade flash usb, cartão de memória ou mesmo num novo disco fixo (HD ou SSD) pode ser desnecessário, pode dificultar seu uso por conta de normalmente uma letra diferente de unidade ser atribuída a cada partição previamente criada, em cada aparelho onde esse armazenamento for inserido.

Em contrapartida, adotar a prática de separar mesmo que logicamente o espaço em disco definindo duas ou mais separações pode ser produtivo ou aumentar a segurança dos dados mesmo que substancialmente. O próprio Windows como já comentado utiliza essa prática onde algumas poucas partes menores do disco são definidas, embora permaneçam invisível para o usuário, de maneira que facilite sua própria manutenção ao reservar espaço para seus arquivos críticos relacionados a ele, como exemplo o uso do BitLocker, ainda no Windows 10 para promover uma instalação totalmente nova sem precisar da mídia de instalação, permitir a criação de pontos de restauração (snaphot) pelo usuário permitindo reverter uma alteração mal sucedida entre alguns deles.

Para os mais habituados com a prática, é comum utilizarem a separação de espaço em disco (particionamento) preservando nas novas unidades lógicas seus arquivos pessoais e muitas vezes programas de apoio conhecidos como portáteis (portable) entre outros tipos de dados. Isso facilita na instalação, substituição ou tentativa de recuperação de um sistema operacional, eliminando a preocupação com cópia de segurança ou mesmo na indisponibilidade de uma unidade de armazenamento para isso ou falta de espaço para acomodar esses arquivos.

As distribuições Linux também configuram, na instalação, o espaço em disco separando em algumas partições para sua correta utilização, mesmo ao ser instalado “ao lado” de uma instalação Windows porém é sugerido instalar primeiro o Windows e depois o Linux pois ele será o gerenciador de inicialização para ambos os sistemas. Em todo caso é bom lembrar que o Linux reconhece o sistema de arquivos do Windows e pode manipular tranquilamente seus arquivos, por outro lado o Windows não reconhece tanto a partição quanto o sistema de arquivos adotado pelo Linux, não visualizando nenhum dos seus arquivos.

Pequena explicação sobre partições primárias, estendidas e lógicas:

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Ao optar por um particionamento por duas ou mais separações na unidade de armazenamento, é recomendável entender as diferenças entre partição primária, estendida e lógica assim considerando o Windows e o padrão MBR, permitindo no máximo quatro partições primárias ou três primárias e uma estendida, se desejar conhecer um pouco mais é sugerido ler o artigo relacionado clicando [aqui].

Para um exemplo onde seja necessário seis separações em uma única unidade. Será preciso criar três partições principais, uma partição estendida e por fim as partições adicionais serão as lógicas. A partição estendida atua como um contêiner permitindo a criação de uma maior quantidade de partições como lógicas. Dessa maneira a configuração final seria três partições primárias, uma estendida e dentro dela mais três partições lógicas, outra configuração será criar uma única partição primária, uma estendida e novamente dentro dela as demais cinco partições como lógicas.

Entendendo as separações de espaço na unidade de armazenamento:

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Manipular o espaço em unidades de armazenamento com ferramentas gráficas costuma ser relativamente intuitivo, se souber o que está fazendo, claro, Nos instaladores dos sistemas operacionais esse recurso costuma ser praticamente automático, bastando indicar a unidade e clicar em avançar usando o Windows e Linux como exemplos, se preferir neste momento já providenciar as separações bastará apenas umas etapas a mais para definir a quantidade e o tamanho de cada partição.

Dentro do sistema operacional já instalado pode-se utilizar sua própria solução para Gerenciamento de Discos e Partições para o Windows enquanto para o Linux temos o Gparted, permitindo gerenciar as partições de qualquer unidade de armazenamento reconhecida pelo sistema operacional em utilização. Ainda assim o próprio sistema operacional restringe algumas operações no seu disco primário (ou principal) como exemplo excluir a partição principal enquanto o sistema operacional está em utilização.

É interessante lembrar que no particionamento de uma unidade o sistema de arquivos disponível será aquele compatível com o sistema operacional, por exemplo no Windows 10 o NTFS, FAT32 e extFAT, no MacOSX é também pequena enquanto no Linux essa lista é relativamente maior.

Outro lembrete é em relação aos arquivos, para um redimensionamento relativamente grande no tamanho da unidade é prudente ter ou produzir uma cópia dos arquivos pessoais fisicamente em outro local, dependendo da alteração vai exigir um bom esforço do programa manipulador de partições que pode resultar em travamento, condição geralmente irreversível com risco de corromper todo a unidade de armazenamento. Não apenas isso, movimentar o espaço onde está instalado o sistema operacional e suas separações é também totalmente desaconselhável pelo mesmo risco de corromper as configurações de inicialização.

As partições aparecem como discos independentes porém não existe diferença no desempenho, o que explicar:

Novamente relembrando sobre o particionamento permitir dividir um único disco físico em dois ou mais unidades lógicas, particionando um disco de 1TB em duas unidades iguais será exibido no gerenciador de arquivos dois discos de 500GB ficando cada um com uma letra de unidade, geralmente o C:\ para o disco principal e D:\ ou E:\ para o secundário, caso tenha um leitor/gravador de mídias sua posição no sistema vai influenciar na letra escolhida para a outra partição.

Embora aparecendo como unidades independentes pela letra da unidade, fisicamente permanecem com um único dispositivo de armazenamento e por conta disso seu desempenho em operações de leitura e escrita será o mesmo, aumentar ou diminuir o tamanho em disco da partição também não vai influenciar nas operações de leitura e escrita

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Conclusão:

Entender melhor como é a preparação do espaço nas unidades de armazenamento é uma atividade que deveria ser comum a todo utilizador de computador ou notebook, as facilidades da informática tornam a configuração de um novo ambiente tão transparente que não permitem conhecer a importância de um particionamento adequado.

Por aqui foram apresentados alguns pequenos detalhes que permitam compreender melhor essa importância e também despertar a curiosidade para saber como aproveitar melhor suas unidades de armazenamento, ainda que pouco aprofundado certamente colabora conhecer as vantagens e desvantagens caso deseje ou precise separar em duas ou mais partes uma unidade de armazenamento.





Conhecendo um pouco sobre partições e particionamento em unidades de armazenamento:
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