bloatware_themeNão é nenhuma novidade que por algumas vezes ao iniciar a instalação de um software para computador com Windows, surja durante a instalação uma tela onde você inadvertidamente concorda com o conteúdo e segue em diante por estar ansioso para usar o software ou o que a atualização trouxe de melhorias, mesmo tendo lido sobre elas mas para confirmar se funcionarão no seu computador.

Pouco tempo depois percebe seu computador agir de maneira estranha ao abrir janelas sem você solicitar, mecanismos de busca que não tinha instalado, programas desconhecidos iniciando com o Windows … Bem Vindo ao Mundo do Bloatware !!!

No princípio o CD, Windows como alicerce

Embora nos primórdios da internet por linha discada (linha telefônica convencional junto com modems internos utilizando pulsos telefônicos, depois conhecidos como Winmodem que ocupavam o serviço telefônico então impedindo as ligações telefônicas, efetuar ou receber), nas mídias físicas (CD – Compact Discs) fornecidas gratuitamente pelos de provedores de internet então obrigatórios assim como os serviços xDSL atuais para acessar a hypervia da informação, instalavam os chamados discadores que depois de conectados abria-se uma janela no navegador de internet para um prévio cadastro, depois utilizar o serviço de maneira gratuita por um tempo ou efetuar uma assinatura.

Muitas vezes nestas mídias que também continuam outros programas para melhorar a experiência ou para divulgação dos mais variados produtos, embutidos em seus instaladores escondiam-se outros programas que alteravam configurações do Windows, inicializavam automaticamente sem sua permissão ou conhecimento, abriam janelas de propaganda, alteravam mecanismos de buscas e mais uma infinidade de comportamentos que tornavam nocivo sua utilização, era literalmente o surgimento do termo variado de bloatware, crapware, trashware, wasteware e por aí vai.

Desenvolvendo e multiplicando

Com o surgimento de uma infinidade de softwares essa prática tornou-se avassaladora, mesmo envolvendo praticamente os programas gratuitos ou mesmo alguns de avaliação os usuários eram facilmente seduzidos e durante a instalação enganados pelos recursos disponibilizados e muitas vezes existentes apenas nas versões comerciais deles ou de outros softwares.

Como podemos dizer que nesta vida nada se cria mas tudo se copia, metodologias (sim é adequado usar este termo pois sua aplicação não é de maneira alguma executada de forma amadora, desordenada nem aleatória),eram desenvolvidas para ludibriar as telas de instalação para que ele passasse despercebido.

Expedição migratória

Depois da praticamente explosão dos aparelhos executando o agora reconhecidíssimo sistema operacional Android (mesmo depois de muita desconfiança e descrença, afinal é uma variação do sistema operacional Linux para aparelhos bem diferentes dos computadores que continua sua labuta para ganhar seu lugar ao Sol em ambientes desktop), muitos dos empolgados e orgulhosos proprietários desses aparelhos que possivelmente já escolados dessas artimanhas nos computadores são surpreendidos durante as configurações iniciais dos seus aparelhos, enquanto seguem pelo procedimento de configuração quando se deparam com uma infinidade de aplicativos inesperados. Não existe uma explicação que permita classificar as escolhas ou quantidade desses indesejáveis acompanharem os mais variados aparelhos, embora algumas suspeitas sejam apresentadas quanto aos menos conhecidos e consequentemente baratos terem mais desses softwares,

É um mundo sem qualquer discriminação

Entretanto não impede dos mais renomados e caros estarem imunes dessa prática e dependendo do tamanho de armazenamento interno pode até favorecer sua quantidade pelo restante de espaço disponível continuar generoso para o proprietário uma vez que as versões mais recentes permitem integrar os cartões de memória ao sistema principal, permitindo expandir ainda mais podendo chegar a ate 256GB considerando somente o cartão de memória !!!!

Como o sistema operacional não permite – de maneira simples – sua exclusão, ocorre de ainda ocuparem a memória RAM (para execução dos aplicativos) aleḿ do espaço para armazenamento, mesmo que não sejam em sua totalidade sem utilidade, existe o receio do que possam coletar e anonimamente enviar para o desenvolvedor informações sensíveis, mesmo sabendo-se que todos o fazem mas não assuem a apreensão aumenta quando o desenvolvedor sequer é minimamente conhecido.

Não existe almoço grátis

Nenhum fabricante oferece o aparelho com o sistema operacional conhecido como puro, ainda que nenhum sistema operacional venha somente com o indispensável podemos considerar que neles é possível remover quase que totalmente os programas embarcados – no Linux você consegue mas já no Windows …. – reforçando a impossibilidade por cada um deles personalizar seu sistema operacional – praticamente todos Android – incapacitando de até mesmo instalar outras variantes sejam mais recentes ou modificadas dessas instalações e, embora hajam projetos até relativamente reconhecidos que consigam burlar esta limitação oferecendo versões apenas com o indispensável, estão da mesma maneira limitados a determinados aparelhos e por procedimentos com pouca ou nenhuma didática além de não serem – obviamente – reconhecidos ou recomendados pelos fabricantes.

O que motiva os celulares a possuírem bloatware !?

Quanto mais barato e acessível o aparelho presumidamente maior o nível de competitividade entre os fabricantes. Por presumidamente os aparelhos não gerarem os lucros desejados para os fabricantes, nem a seus parceiros de software inclinado em pagar taxas para seus aplicativos pré-instalados na esperança de serem aceitos rapidamente. Resulta no pagamento geralmente ser baseado em volume de ativações, para os pequenos desenvolvedores é praticamente um porto seguro. Enquanto por exemplo a Samsung é remunerada pelo Facebook para embutir o aplicativo do Facebook em seus celulares. Soluções como o Microsoft Word e Excel vem pré-instalados em outras versões para evitar taxas de patentes, no popular uma mão lava a outra. Novamente é possível pressupor quanto ao nível de infestação por bloatware depender da marca e ainda variar de país para país. No conceito de utilidade é identificado desses aplicativos incluídos no pacote não serem executados uma única vez por mais de 80% dos usuários.

São aplicativos realmente tão perigosos ?!

Acaba sendo uma definição relativamente subjetivas. No final seu aparelho continuará a funcionar como foi produzido mesmo contendo esses indesejáveis. Muitas vezes mesmo algo que não seja bloatware possa ser considerado como um, como amostra o assistente de voz Bixby da Samsung onde criação da fabricante é apontada como altamente enervante ou inútil para muitos, casos onde além de desperdiçar um valioso espaço para armazenamento ainda costumam serem executados permanentemente em segundo plano, ocupando memória e reduzindo a vida útil da bateria. Razões que inflam a irritação por talvez não existir nada é mais enervante do que um aplicativo nunca utilizado, não poder ser desinstalado e ainda continua consumindo bateria. Como também já comentado pelo perigo em que a privacidade está sujeita por conta desses aplicativos. Pela suspeita de utilizarem as informações para estabelecerem perfis de consumo, com outro agravante como compartilhar esses perfis sem consentimento ou conhecimento do usuário.

Embora outra prática advinda do desktop com os conhecidos cookies, o fato de muitos aplicativos estarem com o acesso automático potencializa o recolhimento e distribuição dessas informações, então não fique surpreso ao receber recorrentes ofertas de um produto que pesquisou apenas uma foto ou descrição mesmo que rapidamente.

Existe alguma solução para tamanho aborrecimento ?!

Infelizmente e como já deve ter entendido, não há como deixar o sistema operacional e consequentemente o aparelho totalmente livre desses indesejados. A quase totalidade deles não permite sua exclusão ou sem o privilégio de administrador por conta dos botões estarem desativados. Sim! O Android possui um perfil administrativo com privilégios elevados porém não está disponível de maneira nativa, de qualquer maneira o processo varia de aparelho para aparelho e muitas vezes depende de – veja você – um aplicativo praticamente desconhecido além dos que já utilizaram e indicaram, para sua aplicação. É conhecido método de root ou no jargão rootear o aparelho (novamente por causa do Linux pois ele é o conhecido superusuário), se não for suficiente muitos aplicativos recusam a funcionar nessa configuração por facilitar ainda mais a obtenção de informações ou até mesmo danificar o sistema operacional e suas configurações, alguma atualização menor que o fabricante possa fornecer corre o risco de não ser aplicada também.

Mesmo que ocorrendo o pior no processo você tenha como salvação a recuperação de fábrica do aparelho, não aquela nas configurações do sistema mas a que você só tem acesso ao reiniciar/ligar o aparelho junto com uma combinação de teclas. É bom lembrar dela apagar todo o conteúdo do smartphone para restaurar o sistema operacional nativo, tendo de reconfigurar/reinstalar tudo o que tinha antes além de ter feito uma cópia de segurança, do que era possível, antes de resolver apelar para esse recurso.

Não tem salvação então ?!

Excluindo-se a Apple e seu iOS, ainda livres dos softwares de terceiros, afinal o iOS é uma variante do OSX que também foi desenvolvida por ela, diferente do Android como sistema operacional adaptado do Linux e embora toda essa patota tenha vindo do Unix no final das contas. Os aparelhos derivados do Android On estão começando a ganhar receber mais destaque. Isto pelo fabricantes serem obrigados a oferecer uma experiência no Android basicamente essencial, limitando ao mínimo os aplicativos de terceiros. Não suficientes, os aparelhos com o Android One tem atualizações do sistema operacional garantidas por um período de dois anos e graças à estabilidade do Linux os riscos de danificar o sistema por causa delas é mínimo, incrementando as opções para torná-las mais atrativas também a usuários corporativos estão fabricantes como Motorola, HTC, Nokia, Xiaomi entre outros, uma vez que a disponibilidade depende do mercado onde eles atuam.

Existe alguma organização ou alguém zelando por nós, consumidores ?!

Sediada no Reino Unido e juntamente com outras 50 organizações de todo o mundo (incluindo American Civil Liberties Union, Amnistia Internacional, Electronic Frontier Foundation e TOR Project) temos a organização de caridade Privacy International, pleiteando mudanças de opinião por parte dos desenvolvedores para/do Android, reivindicando justificadamente sobre os parceiros do Android terem muita liberdade na interação com o sistema. Principalmente ao considerar sobre 91% dos aplicativos pré-instalados não estarem listados no Google Play, detendo níveis preocupantes de acesso ao dispositivo e operando fora do sistema de segurança do Android – situação praticamente inaceitável! É inconcebível desses esses aplicativos terem acesso total à câmera e microfone sem o conhecimento ou consentimento dos usuários, não suficiente inexistir a condição de consentir ou recusar esses acessos ! Sobre essas brechas o Google comenta sobre seu novo conceito de segurança “Google Play Protect”, enquanto inadvertidamente continua deixando seus usuários indefesos e sem autonomia sobre o uso desses bloatware, chega a parecer um deboche !!

Algumas demandas formalizadas pela Privacy International consistem e devem ser urgentemente implementadas, tais como?
1. A opção de desinstalação deve estar disponível para todos os aplicativos, incluindo serviços em segundo plano.
2. As mesmas regras dos aplicativos pré-inslatados ou instalados pelo usuário devem ser as mesmas. 3. Um mecanismo de atualização controlado pela Play Store deve estar incluída em todos os aplicativos.

Desta maneira, quando um aplicativo apresentar comportamento nocivo (por exemplo coletando informações sensíveis), deverá ter seu certificado revogado pelo Google.

Outra maneira de afirmar sobre o mínimo de privacidade deixar de ser considerado luxo, obtido apenas com muito esforço ou conhecimento especializado, mas uma necessidade de todos !!

Conclusão

O universo do desenvolvimento não possui limites, seja ele qual for porém o que podemos perceber nos dias atuais é a voracidade por informações pessoais que permitam sustentar ou alavancar as receitas de quem está neste universo.

Começando e inicialmente dominado pelo Windows, sistema operacional popular por várias décadas agora compartilhando a mesma fama no mundo móvel temos o Android e da mesma maneira, inúmeros perigos surgiram dessa liderança no uso dele pelos mais variados aparelhos.

Temos aqui a repetição de um mesmo comportamento onde existem os descasos dos desenvolvedores e até mesmo a responsável pelos direitos de concessão do Android, por outro lado as preocupações e desleixos dos utilizadores como maiores vítimas desse desequilíbrio seja por ingenuidade ou dificuldade em identificar tais perigos.

Por fim na vida virtual assim como na real, temos que estar atentos a esses perigos que muitas vezes estão disfarçados, podendo comprometer não somente nossa privacidade como até nossa segurança pelo tipo de informação armazenada neles.





O que é bloat.crap.waste-ware no Android ?!
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