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Seja para qualquer tipo de unidade de armazenamento como disco fixo, pendrive, cartão de memória etc…, que será vendida ou simplesmente ser reconfigurada o Windows apresenta apenas três opções para definir o padrão de arquivos compatível com ele e são elas FAT32, NTFS e exFAT, por outro lado não apresenta nenhuma explicação sobre elas, é onde explicamos a seguir um pouco mais sobre suas características.

O sistema de arquivos é por onde trabalha o sistema operacional na organização dos dados armazenados, definindo como eles são armazenados e quais tipos de informações podem ser anexadas à eles como permissões, nomes de arquivos entre outros atributos. O Windows possui compatibilidade com apenas três deles onde o NTFS é o mais moderno, padronizadamente utilizado pelo Windows como sua unidade de sistema, utilizando também como regra para qualquer armazenamento fixo. Em seguida vem antecessor FAT32 ainda que compatível com outros sistemas operacionais e perdurando por anos como sistema de arquivos padrão é menos eficiente e sem um bom conjunto de recursos como o NTFS. Por fim o exFAT como moderno substituto do FAT32 para dispositivos e sistemas operacionais que só funcionem neste padrão ainda assim menos difundido em comparação ao FAT32.

Começando, Sistema de Arquivos NT (NTFS):

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O termo NTFS é abreviação de New Technology File System – Sistemas de Arquivos de Nova Tecnologia que mesmo no descontinuado Windows XP e seguindo para as mais atuais, a toda nova instalação do Windows o sistema de arquivos NTFS é apresentado como padrão, a principal característica dele é suportar tamanhos de arquivos (individuais) e partições tão grandes que provoca a despreocupação sobre limitações a esse respeito e ainda que tenha sido apresentado com mais regularidade no Windows XP, o NTFS debutou originalmente no Windows NT mas sendo um sistema operacional direcionado ao ambiente corporativo, demorou para ser popularizado em sistemas operacionais domésticos.

Recheado de recursos modernos e inexistentes no FAT32 e exFAT, assim é o NTFS suportando permissões de segurança para os arquivos, diário de alterações (journaling) para ajudar na rápida recuperação contra erros caso o computador venha a gravar, cópia de sombra de volume (VSS – Volume Shadow Copy Service – Serviço de Cópia de Sombra de Volume), criptografia, cotas de espaço para utilização do disco, links fixos (hard link) citando apenas alguns onde muitos deles são críticos para a unidade do sistema operacional e em especial, relacionados à permissões de arquivo.

Por tantos benefícios e aos que esteja utilizando o sistema operacional Windows mais recentes, certamente os discos fixos e principais estão configurados em NTFS, ao instalar novas unidades de armazenamento e principalmente as consideradas como disco fixo (ou rígido), isso pelos periféricos do tipo SSD´s e M.2 serem classificados como disco de armazenamento fixo mas não possuindo os “pratos metálicos” ou outras partes mecânicas não são consideradas discos “rígidos”, fatalmente o Windows vai indicar o padrão NTFS como sistema de arquivos.

Mesmo com tantas vantagens o sistema de arquivos NTFS carece de compatibilidade com outros sistemas operacionais, talvez uma característica deles já que o HFS+ do MacOS tem a mesma limitação e no Linux o EXT4 e anteriores, BTRFS entre alguns. Partindo do Windows XP (considerando versões domésticas) em diante a compatibilidade será total, já para outras plataformas vai depender de algumas condições a exemplo do OSX capaz de ler mas não escrever arquivos neste formato, ao menos de maneira nativa.

Para o Linux embora consiga reconhecer nas versões mais recentes o NTFS de maneira transparente, funciona através do complemento chamado NTFS-3G que apesar de integrado nas versões mais recentes do Linux, em algumas delas é necessário ser instalada manualmente ou até mesmo estar indisponível, os vídeo-games (ou consoles) também tem restrições a esse formato começando pelo PlayStation da Sony sendo totalmente incompatível e até mesmo o XBox360 da própria Microsoft não reconhece esse padrão ainda que o XBox One o reconheça, diversos outros dispositivos são menos propensos ao reconhecimento do NTFS.

Resumo:

  • Compatibilidade: Para versões domésticas, funciona desdo o Windows XP até as mais recentes. No MAC OSX, de maneira nativa, funciona apenas somente leitura. No Linux é compatível em versões pelo complemento ntfs+3g nativo, versões mais antigas somente com instalação manual dele ou na sua inexistência fica totalmente incompatível. Para consoles como o Sony PlayStation é totalmente incompatível, para Microsoft exceto o Xbox One é incompatível com os demais e outros dispositivos como TVBox, Smartphones, Tablets e SmartTV´s costuma ser imprevisível pela falta de padronização entre os fabricantes.

  • Limites: Não existem limites conhecidos, de maneira prática, para o tamanho unitário dos arquivos ou partições.
  • Uso recomendado: Preferencialmente apenas em sistemas operacionais Windows compatíveis, principalmente como unidade de armazenamento principal ou armazenamento fixo e opcional (mas preferencial) em unidades de armazenamento complementares/adicionais.

Continuando , Sistema de Arquivos FAT32:

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Representando o antecessor direto do NTFS, vem o FAT32 em nome completo de File Allocation Table – Tabela de Alocação de Arquivos, dos três tipos apresentados aqui é o sistema de arquivos mais antigo e nativo do Windows. Introduzido definitivamente no Windows 95 para substituir os anteriormente padronizados FAT16 e FAT utilizado no Windows 3.11 e anteriores até o MS-DOS mais antigo.

Apesar de duradouro e assim como os demais, o sistema de arquivos FAT32 possui suas vantagens e desvantagens, começando pela maior vantagem é justamente sua compatibilidade que por conta da sua longevidade tornou-se padrão para inúmeros dispositivos, aparelhos e diversos sistemas operacionais. Como exemplo dos muitos flash drives e cartões de memória vindo formatados (configurados) no sistema de arquivos FAT32, tornando-os compatíveis não apenas em computadores e notebooks mas, novamente, em SmartTV´s, Smartphones, Tablets, sons automotivos e aparelhos de som, os consoles de jogos a até praticamente qualquer dispositivo ou aparelho que possua uma entrada USB destinada a dados como arquivos de vídeos, áudio, pdf, txt para não ficar extensa a lista.

Pela descontinuidade de suporte a esse sistema de arquivos, a idade traz suas limitações estando entre a principal delas relacionada ao tamanho individual dos arquivos, não podendo exceder 4GB. Para a unidade de armazenamento e de maneira mais técnica, utilizando setores com 512 bytes suporta até 2TB, com setores de 2KB e 32KB sobe para 8TB, setores com 4KB e 64KB vai até o máximo de 16TB, mesmo assim é importante considerar como padrão a limitação de 2TB em razão dos critérios necessários para utilização dos demais tamanhos.

Ainda que o FAT32 se apresente como o mais adequado para unidades flash e outras mídias usando a conexão USB, principalmente ao considerar que será utilizado em outros aparelhos que não seja um computador ou notebook com Windows, ao planejar utilizar uma unidade de armazenamento fixo interna o pensamento deve ser diferente. Faltam recursos relacionados à segurança, como as incorporadas ao sistema de arquivos NTFS e suas permissões, tecnologia mais moderna e se não for suficiente, saiba que as versões mais recentes do Windows podem se recusar ou sequer exibir o FAT32 como sistema de arquivos padrão para o sistema operacional.

Resumo:

  • Compatibilidade: Compatível com praticamente do Windows, MacOS, Linux, consoles de jogos e praticamente qualquer dispositivo ou aparelho que utilize uma porta USB para leitura e escrita dos conteúdos compatíveis com ele.

  • Limites: Limitado ao tamanho máximo de 4GB para arquivos individuais e de maneira simplificada, até 2TB como tamanho máximo de partição.
  • Uso recomendado: Em unidades removíveis diversas, quando há necessidade de máxima compatibilidade para uma boa variedade de dispositivos e aparelhos, novamente considerando o tamanho máximo individual de 4GB por arquivo.

Finalizando, Sistema de Arquivos exFAT:

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Chegamos ao último da lista, o exFAT significando Extended File Allocation Table – Tabela Extendida de Alocação de Arquivos, introduzido em 2006 sendo incluído nas versões mais antigas do Windows tendo atualizações para o Windows XP e Vista. O sistema de arquivos exFAT é otimizado para armazenamentos do tipo memória flash, desenvolvido para ser um sistema de arquivos leve como o FAT32 porém sem os recursos nativos do NTFS, ao mesmo tempo sem as limitações do FAT32.

Acompanhando o NTFS, o exFAT reconhece partições e arquivos individuais com tamanhos muito grandes, facilmente superando a limitação dos 4GB relacionado ao FAT32. Mesmo o exFAT não significando exatamente a compatibilidade do FAT32, demonstra amplamente maior compatibilidade que o NTFS. Citando novamente a limitação somente leitura para NTFS no MacOSX ele é perfeitamente compatível com unidades formatadas em exFAT. No Linux ainda é necessário instalar complementos como o exfat-fuse e exfat-util porém oferecendo total compatibilidade após instalados. Por fim nos dispositivos é uma situação imprevisível a exemplo do Sony PlayStation 4 reconhecendo exFAT mas o PlayStation 3 não. O XBox360 não suporta mas o Xbox One é compatível e para os demais aparelhos e dispositivos será realmente questão de sorte quando não houver uma descrição técnica disponível para esclarecimento, via das dúvidas e pelas limitações dos próprios aparelhos é recomendável manter o padrão FAT32.

Resumo:

  • Compatibilidade: Reconhecido em praticamente todas as versões dedicadamente gráficas do Windows assim como versões mais modernas do Mac OSX, para o Linux é necessário instalar complementos apesar de gratuitos e nativos dos repositórios. Para diversos outros dispositivos principalmente fora do ambiente de informática, é uma condição incerta sua aceitação e principalmente os mai datados, condição adequada para manter o FAT32.

  • Limites: Limites práticos ou relatados não são conhecidos seja para arquivos individuais ou na configuração do particionamento.
  • Uso recomendado: Para uso quando houver necessidade de arquivos individuais ou partições que fiquem limitadas pelo padrão FAT32, incrementado o reconhecimento em ambientes onde o NTFS é pouco compatível. Por fim quando todos os aparelhos e dispositivos utilizados suportem o exFAT, cenário propício para adoção do exFAT ao invés do FAT32.

Conclusão:

Os fabricantes e desenvolvedores persistem no objetivo de tornar transparente o uso dos nossos dispositivos cotidianos, tornando desnecessário o conhecimento sobre tipo de arquivo, padrão de arquivo, sistema de arquivo e outras classificações para utilizarmos nosso conteúdo de maneira simples, eficiente, rápido e seguro nosso conteúdo.

Por outro lado não são incomuns os momentos em que um aparelho não reconhece determinado dispositivo ou conteúdo, dependendo do caso não é exibido qualquer aviso sobre o real motivo tornando necessário pesquisar com os amigos ou o mais comum, na internet.

Já apresentamos um pequeno conteúdo sobre esse assunto neste artigo, agora revisitando o tema descrevendo com um pouco mais de conteúdo e relacionado ao Windows, acreditando colaborar no entendimento e esclarecendo muitas dúvidas sobre sua utilização.





Uma pequena apresentação sobre os padrões de arquivo FAT32, exFAT e NTFS:
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